Um levantamento divulgado pela Folha de S.Paulo neste domingo (24) aponta que a maior parte das votações realizadas no plenário do Congresso Nacional entre 2015 e 2025 ocorreu de forma simbólica, sem registro individual dos votos dos parlamentares.
Os dados, obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI) e consultas ao banco de dados do Senado Federal, analisaram votações de Projetos de Lei (PL), Projetos de Lei Complementar (PLP), Medidas Provisórias (MPVs) e propostas oriundas da Câmara e do Senado.
No Senado Federal, o levantamento identificou 126 votações simbólicas contra apenas 25 nominais em 2025. Em 2024, foram 175 simbólicas e 41 nominais. Já na Câmara dos Deputados, ocorreram 420 votações simbólicas em 2025, diante de 215 votações nominais. No ano anterior, os números foram de 369 simbólicas e 150 nominais.
Nas votações simbólicas, os votos individuais dos parlamentares não são registrados oficialmente. O procedimento ocorre quando o presidente da sessão solicita que os parlamentares favoráveis permaneçam sentados, enquanto os contrários devem se manifestar levantando a mão ou ficando em pé.
Segundo a reportagem, no Senado, as votações simbólicas representaram mais de 70% do total em oito dos onze anos analisados. O pico ocorreu em 2019, quando 88% das deliberações aconteceram nesse formato. Na época, a presidência da Casa era exercida por Davi Alcolumbre.
Em nota, o Senado afirmou que o procedimento segue as normas legais e destacou que as sessões possuem registros oficiais em atas, notas taquigráficas e nos sistemas públicos disponíveis na internet.
Por Redação



































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