O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (MPTCU) solicitou ao Tribunal de Contas da União a adoção de medidas para acompanhar e fiscalizar a atuação federal em projetos minerários voltados à exploração de terras raras no Brasil. Os minerais são considerados estratégicos para setores como transição energética, indústria automotiva, tecnologia e computação.
A representação cita dificuldades enfrentadas por órgãos federais diante de iniciativas como a do Governo de Goiás, que decidiu revisar o plano de manejo da Chapada dos Veadeiros para permitir o avanço da mineração na região. Parte significativa dos projetos é voltada à exploração de terras raras e outros minerais críticos.
A mudança começou ainda durante a gestão de Ronaldo Caiado, atualmente candidato à Presidência da República. O governo estadual argumenta que a revisão busca ampliar a oferta de projetos ligados a minerais estratégicos. Hoje, o estado é comandado por Daniel Vilela.
Levantamento da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Goiás (Semad) aponta que já existem 496 processos minerários registrados na Agência Nacional de Mineração para pesquisa e exploração dentro da Área de Proteção Ambiental (APA) da Chapada dos Veadeiros.
Os pedidos somam cerca de 527 mil hectares ao redor do parque nacional, equivalente a 5.270 km² — mais de três vezes a área do município de São Paulo.
Entre os processos identificados, ao menos 131 estão relacionados a minerais críticos. Desse total, 31 envolvem terras raras e cassiterita. Outros 98 projetos têm foco na exploração de manganês, utilizado na fabricação de baterias e sistemas de armazenamento de energia. Também há projetos voltados ao níquel, mineral disputado internacionalmente por potências como China e Estados Unidos.
Por Redação



































Leave a Reply