O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o líder francês Emmanuel Macron se reuniram nesta quinta-feira (19), em Nova Déli, na Índia, para discutir ações conjuntas no combate ao narcotráfico e a outros crimes transnacionais na fronteira entre o Brasil, no estado do Amapá, e a Guiana Francesa.
Durante o encontro, os chefes de Estado também abordaram o avanço do garimpo ilegal na região. O Palácio do Planalto não detalhou possíveis medidas práticas ou acordos firmados para enfrentar os problemas.
A reunião ocorreu durante a Cúpula do Impacto da Inteligência Artificial, evento internacional que reuniu líderes mundiais, especialistas em tecnologia e executivos de grandes empresas do setor. Lula e Macron participaram do encontro a convite do primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi.
Além da segurança regional, os dois presidentes discutiram estratégias para ampliar a cooperação internacional no enfrentamento ao crime organizado e fortalecer ações conjuntas em áreas sensíveis de interesse comum.
A indústria de defesa também esteve entre os principais temas da reunião, realizada a pedido do governo francês. Os líderes debateram investimentos estratégicos, incluindo:
- Fortalecimento do programa de submarinos brasileiros
- Produção de helicópteros no Brasil
- Ampliação da cooperação tecnológica entre os países
Um dos projetos discutidos envolve a transformação da fábrica da Helibras, em Itajubá (MG), em um polo internacional de produção e exportação do helicóptero H145, considerado um dos mais avançados do mundo.
A Embraer também integrou a agenda de negociações. Pelo menos seis executivos da empresa acompanharam a comitiva brasileira, entre eles o vice-presidente José Serrador Neto e o diretor comercial Raul Villaron.
Os presidentes ainda trataram do Programa de Desenvolvimento de Submarinos, firmado em 2008 e estimado em cerca de R$ 40 bilhões. A iniciativa prevê o desenvolvimento de tecnologia naval estratégica para o Brasil.
Durante visita de Macron ao Brasil em março de 2024, os dois líderes participaram do lançamento ao mar do submarino “Tonelero”, produzido integralmente no país. Na ocasião, defenderam a cooperação militar como instrumento para preservar a paz mundial e garantir a soberania nacional.
Por Redação



































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