A trajetória do Olodum, um dos maiores símbolos da cultura afro-brasileira, vai ganhar as telas. O grupo anunciou a produção de um filme e de uma série de documentários que irão retratar sua história, desde a fundação no Pelourinho até o reconhecimento internacional.
O anúncio foi feito durante coletiva de imprensa conduzida pelos presidentes Jorginho Rodrigues e Marcelo Gentil, que detalharam os planos e destacaram o caráter histórico do projeto audiovisual.
Segundo Jorginho, a iniciativa integra as comemorações pelos 50 anos do grupo e busca traduzir, em linguagem cinematográfica, a dimensão cultural e social construída ao longo das décadas.
Do Pelourinho para o mundo
Criado no coração de Pelourinho, o Olodum ultrapassou fronteiras e se consolidou como referência global da cultura afro-brasileira. A proposta do filme não é apenas revisitar memórias, mas mostrar essa expansão internacional.
“Hoje podemos dizer que o Olodum é uma organização cultural global, presente em mais de 46 países, com sua música, sua cultura e sua ação social reconhecidas em todo o mundo. Isso faz parte da história que queremos contar”, afirmou Jorginho.
A produção pretende ir além da música, evidenciando também o impacto social do grupo em Salvador e em diversas comunidades.
Uma história que já parece cinema
Para os idealizadores, a própria história do Olodum já possui elementos cinematográficos. A narrativa deve resgatar desde os primeiros passos do bloco, ainda nas ladeiras do Pelourinho, até sua consolidação como fenômeno internacional.
“Tem muita história para contar, desde quando os planos eram cantar sobre o Egito e sair pelas ruas do Pelourinho. É uma trajetória real que parece um filme”, destacou Jorginho.
O projeto também deve abordar bastidores, personagens importantes e momentos marcantes da caminhada do grupo, incluindo nomes que ajudaram a construir essa história.
Muito além de um bloco
Outro objetivo central é ampliar a percepção pública sobre o Olodum, frequentemente associado apenas à música e ao Carnaval.
A produção vai explorar o universo cultural criado pelo grupo — incluindo os ensaios, as temáticas carnavalescas, as cores e a atuação social — e como isso impactou a vida de milhares de pessoas na Bahia e no Brasil.
“Não é apenas a história de um personagem, mas de todo um movimento que transformou vidas. Os documentários vão mostrar, de forma mais técnica, tudo o que vivenciamos até chegar aqui”, completou Marcelo Gentil.
Da Bahia ao mundo: história do Olodum vai virar filme e documentário



































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