Temas ligados à responsabilidade no uso dos recursos públicos e à proteção social seguem em destaque no Congresso Nacional, principalmente em ano eleitoral. Nesse contexto, o deputado federal Capitão Alden (PL), vice-líder da oposição na Câmara, apresentou a Emenda nº 3 ao PLP 114/2026 com o objetivo de garantir que políticas de redução do preço do gás de cozinha beneficiem diretamente as famílias mais vulneráveis do país.
Em entrevista ao Política Livre, o parlamentar explicou que a proposta busca diferenciar o consumo residencial do gás liquefeito de petróleo (GLP) dos usos industriais e comerciais. Segundo ele, a intenção é assegurar que o subsídio seja direcionado principalmente às famílias que utilizam o botijão de gás no dia a dia para o preparo de alimentos.
“O foco precisa ser quem realmente sente o peso do aumento no preço do gás: as famílias de baixa renda, que muitas vezes precisam escolher entre comprar o botijão ou complementar a alimentação dentro de casa”, afirmou o deputado.
A emenda prevê prioridade para o GLP comercializado em botijões de até 13 kg, conhecidos como P-13, modelo mais utilizado nos lares brasileiros. De acordo com Capitão Alden, a ausência dessa diferenciação no texto original do projeto pode ampliar o alcance do benefício para grandes consumidores, reduzindo o impacto social da medida.
“O subsídio precisa ser eficiente. Quando é distribuído sem critérios claros, perde força justamente para quem mais necessita”, destacou.
O parlamentar ressaltou ainda que a proposta não tem como objetivo prejudicar o setor produtivo, mas evitar distorções no uso da política pública. Para ele, empresas possuem maior capacidade de absorver oscilações do mercado, enquanto milhões de brasileiros dependem diretamente do gás de cozinha para garantir alimentação básica e dignidade.
Ao citar a realidade da Bahia, Capitão Alden afirmou que o estado consome mais de 40 milhões de botijões por ano e que cerca de 1,5 milhão de famílias necessitam de apoio para a compra do produto, reforçando a necessidade de direcionamento mais preciso dos recursos públicos.
“A proposta busca unir justiça social, eficiência e responsabilidade com o dinheiro público, garantindo que a ajuda chegue às famílias que mais precisam”, concluiu.
Por Redação



































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