O Governo da Bahia publicou nesta semana um novo decreto que altera o cronograma de mudanças tributárias sobre o álcool etílico hidratado combustível (AEHC), o etanol. A medida adia a revogação de uma alíquota específica que impactaria diretamente o preço do biocombustível no estado.
Anteriormente, um decreto editado em dezembro de 2025 previa que a alíquota de 12,86% sobre as operações internas com o etanol seria revogada após 90 dias da publicação, o que levaria ao fim da regra nesta terça-feira, 24 de março de 2026.
Com a nova decisão, a gestão do governador Jerônimo Rodrigues determinou que essa mudança só passe a valer a partir de 1º de junho de 2026. Até lá, o imposto permanece fixado em 12,86%.
Segundo o governo estadual, a manutenção da alíquota tem como objetivo preservar a competitividade do etanol frente aos combustíveis fósseis, como gasolina e diesel, derivados do petróleo. A estratégia busca amenizar os impactos da alta recente nos preços dos combustíveis, que vêm pressionando o bolso do consumidor baiano.
Apesar da alteração no cronograma do ICMS, outras medidas previstas anteriormente seguem em vigor. Desde 1º de janeiro de 2026, diversas taxas estaduais já foram reajustadas em 4,46%, conforme estabelecido no decreto anterior.
A decisão ocorre em um cenário internacional delicado, marcado por tensões no Oriente Médio, que têm afetado o setor energético global, com reflexos no abastecimento de petróleo e na aviação. No Brasil, esse contexto contribuiu para a disparada no preço dos combustíveis, com a gasolina chegando a ser comercializada por até R$ 8 em algumas regiões da Bahia.
Quando o etanol compensa?
Com a alta da gasolina, muitos motoristas voltaram a considerar o uso do etanol em veículos flex. No entanto, a escolha mais econômica depende de uma regra simples.
A chamada “regra dos 70%” indica que o etanol só compensa quando custa até 70% do valor da gasolina, já que o consumo do biocombustível é maior.
Por exemplo:
- Se a gasolina custa R$ 7,60, o etanol precisa estar abaixo de R$ 5,32 para valer a pena.
A recomendação é que o consumidor sempre faça essa conta antes de abastecer, garantindo a melhor escolha para o bolso em meio à volatilidade dos preços.
Por Redação Jnews Cast





































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