Galípolo afirma ter sido amparado pela gestão Lula durante crise envolvendo o banco Master

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, declarou que se sente grato por ter enfrentado o caso envolvendo o banco Master durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A afirmação foi feita durante um evento promovido pela Associação Brasileira de Bancos (ABBC).

Segundo Galípolo, o momento foi decisivo para reafirmar a independência das instituições. “Sou grato a Deus por atravessar esse episódio sob a presidência do presidente Lula. É importante destacar o respeito à autonomia do Banco Central e da Polícia Federal”, afirmou.

O chefe da autoridade monetária também mencionou o respaldo recebido do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, além de reconhecer a atuação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e da Polícia Federal ao longo do processo.

Durante o discurso, Galípolo explicou os motivos que levaram à liquidação do banco controlado por Daniel Vorcaro. De acordo com ele, a decisão foi necessária diante da fragilidade financeira da instituição e do acúmulo de obrigações a vencer, especialmente relacionadas a Certificados de Depósito Bancário (CDBs).

“O banco dispunha de apenas R$ 4 milhões em caixa, já enfrentava um processo administrativo sancionador desde o primeiro trimestre de 2025 por um déficit superior a R$ 2,5 bilhões no recolhimento compulsório e, naquela mesma semana, havia mais de R$ 120 milhões em CDBs com vencimento”, explicou.

O recolhimento compulsório corresponde à parcela dos recursos captados pelas instituições financeiras que deve ser depositada obrigatoriamente no Banco Central.

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