Após a confirmação do primeiro caso de gripe aviária em uma granja comercial no Brasil, a Bahia adotou medidas rigorosas para proteger sua avicultura. Embora o estado não tenha registros de casos suspeitos ou confirmados em aves domésticas ou silvestres até o momento, as autoridades locais reforçaram as ações de biossegurança nas granjas, incluindo a proibição de visitas externas e a obrigatoriedade de banhos antes do ingresso nas instalações.
Especialistas asseguram que o consumo de carne de frango na Bahia permanece seguro, pois a maior parte da produção é local, com pequenos volumes provenientes de estados como Minas Gerais e Paraná, que não estão na área de foco da doença. A Bahia atende cerca de 60% da sua própria demanda de carne de frango, com polos produtivos concentrados no extremo-sul, oeste e recôncavo, sendo Conceição da Feira um dos principais centros de produção.
O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) informou que, apesar do alerta, o risco de contaminação está restrito ao contato direto com aves doentes e não ao consumo da carne. O estado segue com monitoramento constante e ações de vigilância para evitar a disseminação do vírus.
Em relação ao comércio internacional, o Brasil enfrenta restrições de exportação para países como Argentina e China, que suspenderam temporariamente as compras de produtos avícolas brasileiros após a confirmação do caso em uma granja comercial. No entanto, a produção voltada para o mercado interno da Bahia deve sentir menos os efeitos econômicos dessa retração.
A presidente da Associação Baiana de Avicultura, Kesley Jordana Santos, destaca que as granjas baianas estão adotando medidas rigorosas para garantir a segurança alimentar e proteger a saúde pública.
O setor avícola da Bahia continua comprometido com a qualidade e segurança da produção, trabalhando em conjunto com as autoridades para manter a sanidade das granjas e assegurar o abastecimento de carne de frango para o mercado interno.
Redação: JNEWSCAST

















