Hamideh Soleimani Afshar (left) and her daughter Sarina Sadat Hosseiny were arrested by US immigration officials in Los Angeles.
A célebre frase do dramaturgo Tennessee Williams “não há nada pior do que um mentiroso que também é hipócrita” voltou à tona após um caso recente envolvendo integrantes da elite iraniana.
A repercussão ganhou força quando autoridades de imigração dos Estados Unidos prenderam, em Los Angeles, duas mulheres iranianas: Hamideh Soleimani Afshar, de 47 anos, e sua filha, Sarina Sadat Hosseiny, de 25. As duas são parentes do general Qassem Soleimani, morto em 2020 e considerado uma das figuras mais influentes do aparato militar do Irã.
Segundo informações divulgadas, mãe e filha levavam uma vida de luxo nos Estados Unidos — cenário que contrasta com o rígido regime imposto pelo governo iraniano à sua população.
Contradições expostas
O caso evidencia uma contradição marcante. Enquanto o regime iraniano pune mulheres por supostas violações de costumes — como mostrar parte do cabelo —, Afshar e Hosseiny mantinham perfis em redes sociais com fotos em roupas consideradas ousadas pelos padrões impostos no Irã. Ainda assim, ambas demonstravam apoio público ao líder supremo Ali Khamenei e às ações do regime.
Diante disso, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que o país não permitirá que estrangeiros que apoiam regimes hostis permaneçam em território americano, anunciando a revogação do status de residência das duas.
Padrão recorrente entre a elite
Este não é um caso isolado. Ao longo das últimas décadas, membros da elite iraniana têm sido frequentemente acusados de desfrutar de liberdades no exterior que são negadas à população dentro do país.
Um episódio semelhante ocorreu recentemente em Teerã, quando vídeos de um casamento luxuoso circularam nas redes sociais. A noiva filha de Ali Shamkhani apareceu com vestido decotado e cabelos soltos, em um ambiente onde outras mulheres também estavam sem véu, algo proibido pelas normas oficiais.
Shamkhani é conhecido por sua proximidade com o governo e por sua atuação na repressão a movimentos sociais, além de acusações relacionadas a enriquecimento ilícito.
Reação e denúncias
Diante dessas contradições, iranianos têm buscado expor integrantes do regime que vivem no exterior. Ativistas como Masih Alinejad afirmam receber denúncias sobre apoiadores do governo que residem nos Estados Unidos enquanto mantêm lealdade ao regime.
Segundo ela, essas informações já foram encaminhadas a autoridades americanas, mas sem respostas concretas.
Por Redação com Informações do New York Post




















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